Devo comprar imóvel em 2018 - Torres RS
Apesar da crise, bons ares aspiram o mercado imobiliário em 2018. Confira no conteúdo de Fernando Gonçalves dos Reis, Presidente da ABMI.

A história é rica em provar a força que o caos exerce sobre o processo de mudança. A União Europeia surgiu de muitos movimentos provocados pela Segunda Grande Guerra. Guerras e momentos de tensão levaram à unificação dos Estados Unidos da América em torno de uma bandeira única. O Japão se tornou uma potência após a destruição sofrida na Segunda Guerra Mundial.

O Brasil viveu, e creio que ainda vive, um momento turbulento, onde se trava uma guerra contra a corrupção e pela revisão de nossa cultura social e política.

Após cerca de quatro anos de economia decadente, pela má gestão do sistema e pela interferência da crise política, nosso país começa a dar sinais de recuperação. Embora 2017 e o início de 2018 tenham ainda saldo negativo de empregos, o mês de março fechou com saldo positivo.

A economia dá sinais de crescimento, ainda que de forma lenta. A perspectiva gira em torno de 3% para o fechamento deste ano. A inflação pelo IPCA anda na faixa de 2,8% acumulados em 12 meses, portanto abaixo da meta do Banco Central.

Os fundamentos da macroeconomia começam a ser fortalecidos. O sistema como um todo retoma a confiança e o mercado imobiliário está nessa balada.

Depois de sofrer com a escassez de recursos, que geraram mudança na política de juros, a Caixa Federal, que tinha cerca de 65% do financiamento imobiliário, perdeu terreno e caiu para a quarta posição. Entretanto, recentemente anunciou redução de juros e aumento do percentual financiável dos usados, querendo voltar ao topo.

Os recursos já estão voltando. Os bancos privados estão gostando da “brincadeira” e devem se manter na “briga” para ver quem têm as melhores taxas e quem financia mais. Vem mais redução de juros por aí.

As construtoras estão se reanimando a lançar novos projetos e alguns já lançados, especialmente nas regiões que se recuperam mais rápido do solavanco, estão com boa velocidade de vendas.

O preço dos imóveis está em um patamar muito atrativo. Nos últimos quatro anos o valor dos imóveis estagnou, o que na prática significa queda real.

A redução na taxa SELIC, que afetou a remuneração dos investimentos em fundos e poupança, voltou a tornar o investimento em imóveis atrativo na locação, com taxas superiores a 4% ao ano em grande parte do país, segundo dados do FIPE-Zap. Além disso, há potencial de valorização nos próximos anos, em ritmo sustentável, sem a euforia que dominou até 2014.

Embora o cenário de eleições e Copa do Mundo possa ainda gerar alguma insegurança, a verdade é que a economia está descolando da política e todos estamos nos dando conta de que precisamos ir à luta.

Acredito que esse importante segmento da construção civil e toda cadeia produtiva vão gerar uma grande contribuição para a retomada da economia e dos empregos. É hora de acreditar no país, na nossa capacidade de trabalho e empreendedorismo.

Portanto, essa combinação de fatores positivos faz de 2018 o melhor momento dos últimos 10 anos para comprar imóveis, como casa própria, como investimento ou como opção de lazer, ou seja, a chamada segunda casa na praia, na serra, no campo.


Imobiliária em Torres – Infinity Imobiliária Digital